Hawai, 32 de Fevereiro de 2008
Meu querido gatinho,
Há muito que não te escrevo pois não tenho tido muito tempo, tenho estado a tomar conta dos meus filhotes metade andorinha
metade rouxinol e a ensiná-los a voar.
Estou a escrever esta carta pois não quero que penses que te esqueci. Eu gostaria de estar aí, ao pé de ti, estou aqui contra minha vontade e por obrigação para com meus pais e meus filhos, pois com meu marido não sinto o coração acelerado, as mãos suadas e nem os meus olhos arregalados só de o ver, isso meu amor… isso, só sinto por ti e tu sabes bem disso, Se há coisa que eu aprendi é que a distância nunca vai matar o nosso amor.
Mas…
Também aprendi que, infelizmente duas pessoas diferentes não podem estar juntos o que é muito mau…
Nós somos diferentes, e é por isso que nos ama-mos, nos completamos um ao outro.
Devia ser como nos filmes em que o amor vence tudo…
Mas a vida real não é assim…
Voltarei a escrever-te,
Beijinhos da sempre tua,
Andorinha Sinhá
(Inês Alexandre, 8ºB)
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